sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Thalles e Aline Franzoi no Programa do Jô




Essa semana tivemos a noite da irrelevância evangélica no Programa do Jô. Isto por que entrevistar numa só edição o Thalles Roberto e a Aline Franzoi só nos revelou o quanto o mundo gospel faliu para Deus e surgiu imponente para Mamom. Astros multicoloridos, um com a capa do sagrado, outra se despindo para o profano.

A “lezeragem” começa no próprio apresentador. Quem tem o mínimo de senso crítico percebe o quanto Jô Soares tem o “dom” de estar diante de um vaso de ouro mas preferir discutir sobre os diferentes tipos de coliformes fecais que caberiam dentro do recipiente. Não que o Thalles seja o vaso ou coliforme, mas, dei-me paciência, quanta “água” para uma conversa com o maior astro gospel nacional dos últimos meses, não é verdade?

A noite foi decepcionante para os que aguardaram até tarde ver o ‘Thalleco pressão’, cheio do espírito santo. Ali jazia um cantor que vive seu auge de fama, só. Talvez um pouco perdido pelo próprio conflito de estar entre ser “o astro” ou um simples servo que almeja falar de Cristo e de sua beleza. Seu suposto lado pastor inexistiu naquele sofá, e os 18 minutos de entrevista se resumiram em falar de tampinha de garrafa, mijada, capiroto, e uma triste cagada no palco em Fortaleza-CE ao executar um daqueles agudos na canção “ô meu irmãozinho” – bizarro!


Façamos jus a péssima qualidade da entrevista e reconheçamos que os ventos daquele bate-papo foram soprados pelo entrevistador,  mas, tristemente, em nenhum momento Thalles demonstrou vontade de pegar o leme do barco e ir para outra direção. Ali não se viu a postura de alguém que levanta a bandeira do Evangelho genuíno e vive para ele, mas a de um mero representante do segmento gospel encharcado de vaidade, glória e fama que tá curtindo a vida nas melhores demandas que antes o mundo não lhe concedera.

Concordemos que novamente o Thalleco perdeu uma ótima oportunidade para falar da maravilhosa Graça de Deus em sua vida (se é que ele a conheceu), situação esta que já passa a ser coerente com o que ele tem nos apresentado em suas aparições na mídia.

No bloco seguinte veio a pior parte, a modelo (dita evangélica), Aline Franzoi, que popularizou sua beleza atuando como ring girl nas competições de UFC, que terminou por melar tudo. No entanto, paradoxalmente ela foi mais coerente e direta. Note, ela deixou seu recado bem exposto ao mundo e ainda arrancou suspiros do apresentador, da platéia e segundo insinuou Jô (acredito eu por pura malvadeza), até do Thalles: – “Você precisa ver a cara to Thalles Roberto quando você fala isso”, disse ele a modelo em relação à depilação de suas partes íntimas quando olhava sua playboy (o que fez com que Thalles percebendo a armadilha e sagacidade do gordo, prontamente desconversasse a questão e falasse da depilação em seu rosto que teria doido pacas…)


Depois de tanta irrelevância, oremos e ao mesmo tempo pensemos se estas palavras do mestre: “Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34) fossem em relação a estes famosos que levam o nome de “evangélicos” no Brasil – será que elas serviriam para esse contexto?

Fiquem a vontade para comentar.

Video da entrevista com Thalles Roberto.


Link da entrevista com Aline Franzoi, aqui.

Fonte: Modificado daqui.